Sou uma mulher-mãe (sempre com hífen, sempre inseparáveis), mãe da pequena I. nascida em 2015, uma pipoca linda, maravilhosa, simpática (sim, eu sou suspeita, mas é tudo verdade! Juro!!!).

Comecei este blog por dois motivos:

Primeiro, porque precisava de tirar de mim frustrações, medos, angústias e toda uma série de coisas que é difícil desabafar com quem está próximo. Porque às vezes preciso apenas disso, de tirar de mim. Porque “não ligar” às vezes não é uma opção. Porque fui mãe pela primeira vez mas senti muitas vezes que era eu que tinha de dar um desconto, de ser tolerante às opiniões e reações dos outros. Talvez seja um treino para a tolerância, paciência e calma que tantas vezes precisamos enquanto mães. (Entretanto, por grupos de mães que frequento, descobri o quão frequente é as mães sentirem-se assim, precisarem apenas de alguém que as ouça e/ou que lhes diga “não estás doida”).

Por outro lado, por vezes, partilhar as angústias e medos é causar também angústia noutros pessoas. Passei uma fase complicada com dois episódios de internamento da pipoca (um dia falarei disso num post). Senti, sem exagero, que sofri de stress pós-traumático. Precisei de falar sobre aquilo (o que é diferente de auto-tortura), de tirar aquilo que aconteceu de dentro do meu peito. Mas, mesmo sem revelar muito, ouvi rapidamente “tens de ultrapassar” / “tens de largar” / “tens de avançar”. Eu precisava de lidar com o que aconteceu para avançar, mas por vezes é visto como ficar agarrada ao momento. Não era isso, não era mesmo! Mas falar com quem viveu comigo a situação também me parecia injusto, fazê-la lidar com tudo aquilo novamente, reviver.

Uma boa parte de qualquer terapia passa por falar sobre as coisas (aprendi isso há uns anos, quando fui a falar sozinha no carro sobre o quanto tinha sofrido com a perda de alguns familiares).
Convenhamos que ter um blog acaba por ficar bem mais barato do que ir a um psicólogo ou psiquiatra! 😀

Segundo motivo, porque passo a vida a analisar e comparar produtos antes de os comprar e a testar e a pensar nos pontos fortes e fracos depois de os ter.
Pensei que toda essa minha pesquisa e experiência talvez pudesse ser útil para alguém. E talvez alguém me pudesse ajudar com as suas próprias experiências e opiniões. Se não for, fica pelo menos o registo para me ir lembrando das coisas 🙂

Seja como for, pretendo que seja um blog de partilha, se possível, nos dois sentidos.

Bem-vindos!